Uma integração direta entre o sistema financeiro do Brasil e o da China começou a operar no mercado nacional. Turistas chineses em viagem pelo país já conseguem realizar compras em estabelecimentos comerciais usando os aplicativos dos próprios bancos do seu país de origem, lendo o QR Code do Pix brasileiro para concluir a transação de forma imediata.
O programa piloto de interoperabilidade une o sistema criado pelo Banco Central a uma das maiores redes globais de pagamentos, conectando o fluxo financeiro asiático diretamente aos comerciantes locais.
Funcionamento e conversão sem uso de cartão físico
O sistema elimina a necessidade de cartões de crédito internacionais, dinheiro em espécie ou operações em casas de câmbio. O visitante estrangeiro abre o aplicativo nativo que já utiliza na China e lê o mesmo código que os consumidores brasileiros usam diariamente no comércio.
A conversão da moeda e o processo de liquidação financeira ocorrem instantaneamente entre as instituições dos dois países, garantindo que o comerciante receba o valor sem precisar alterar maquininhas ou instalar novos equipamentos.
Acordo entre bancos centrais impulsiona a integração
A operação técnica foi viabilizada após a assinatura de um memorando de entendimento entre o Banco Central do Brasil e o Banco Popular da China. O acordo estabeleceu critérios de cooperação financeira, regras de fiscalização e mecanismos de segurança cambial para viabilizar as transações.
O fluxo de viajantes entre os dois países cresceu após a implementação da isenção de vistos para cidadãos chineses, acelerando a adoção do meio de pagamento digital no varejo nacional.
| Setor | Impacto da medida |
|---|---|
| Comércio local | Atendimento a turistas estrangeiros sem investimento em novas tecnologias. |
| Turistas | Pagamento simplificado sem necessidade de transporte de moeda física. |
| Mercado financeiro | Criação de infraestrutura para expansão em outros países da América Latina. |
Plano prevê expansão para outras carteiras digitais
A estrutura montada para conectar o Pix aos aplicativos chineses serve como base para novos acordos internacionais. A intenção das instituições financeiras é expandir o modelo para carteiras digitais de outros países que utilizam a mesma tecnologia de pagamento instantâneo por código visual.

